Já escrevi o clássico Olá, Mundo! do WordPress alguma vezes na vida. Vou começar de novo. Mais uma vez. Tenho site na world wide web desde 2005. O querido Blog Bijoux Bliss existiu forte e lindo de 2009 até 2014 e se arrastou mais um pouquinho até 2017. Estou capinando meu lote na internet uma vez mais. Tenho motivos para isso. Eles são muito importantes, pelo menos para mim.
Tem mais alguém aí que já não aguenta mais as redes sociais como elas se apresentam hoje? É viciante, cansativo e bem desprovido de significado. Outro dia me peguei vendo um vídeo no YouTube sobre uma briga nos bastidores de um filme que não existe. Claro que eu percebi isso porque a investigadora que existe em mim ainda não está anestesiada pela dopamina e o cortisol algorítmicos.
Haveria mil motivos para rechaçar as redes sociais, mas os algoritmos estabelecendo o que queremos ver parece ser dos mais complicados. Vivemos em tempos de desejos e ideias profundamente colonizados sem sequer nos darmos conta disso.
Se alguém vier aqui ler o que escrevo e posto, verá imagens e textos construídos com inteligência natural e a partir do meu universo bem particular, bem particular mesmo.
Esse universo se tornou mais particular ainda de algum tempo para cá. No dia 24 de setembro de 2021, eu tive um piripaque. Para quem não está juntando o nome à pessoa, entrei em burnout.
Na verdade, essas palavras não têm correlação direta, mas é uma boa tradução para uma língua linda e mais divertida.
Meu cérebro desistiu de mim depois dos abusos que sofreu durante toda a minha vida. Sempre achei que o corpo poderia falhar, mas minha cabeça parecia inexpugnável. Hoje, 13 de agosto de 2025, celebro o fato de que sou capaz de escrever novamente. Ler ainda é bem complicado, mas já dá para o gasto.
Entretanto, não estou aqui só para me sentir viva e voltar a fazer uma coisa que sempre me deu uma enorme alegria. Estou aqui para combater a velocidade e a falta de sentido das redes sociais. Não dá para chamar de uma aproximação ao analógico, porque intermediada por essas fascinantes ferramentas, porém é bem mais gostoso do que a rolagem infinita. Amo a vagarosidade de escrever, fotografar e postar.
Minha vida de empreendedora não permite abandonar as redes, mas esse lote que possuo na world wide web volta a ser ocupado. Aliás, esse lote é novo. Levei vinte anos para conseguir meu nome ponto com ponto br. Tomara que ele traga muitas alegrias, um ritmo mais lento e agradável para mim e para quem vier me visitar. Ah, vai ter uma loja com o meu trabalho logo mais.
As regras do jogo mudaram muito de 2017 para cá. Não haverá fotos incríveis de todos os tapetes vermelhos e desfiles, mas meus comentários devem acontecer por aqui, com imagens postadas no instagram ou em algum outro lugar. Vou falar do cotidiano do meu trabalho no ateliê, das joias que me fascinam mundo afora, das maravilhas e absurdos do universo joalheiro e do meu assunto preferido, a história da joalheria também.
Um assunto que provavelmente será central aqui é o empreender feminino. Eu que adoro uma efeméride, tenho mil datas para comemorar sempre. Essa já longeva carreira na joalheria, com todos os seus dias de glória e de luta, de closes e de corres, será um tema importante.
Quem sabe consigo explicar o que faço e fazer com que mais pessoas apreciem o trabalho por trás das joias feitas à mão, com verdade no coração.
Quero ainda contribuir para trazer empolgação, aliviar a solidão e as dúvidas de quem está começando ou já está nessa vida há tempos, porque fazer joias à mão, colocá-las no mercado e não ceder às tentações equivale a matar um leão por dia. Dos brabos!


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